II. 3. MINORIAS

           

            “Numa sociedade global uma minoria é uma sociedade particular caracterizada por aspirar a um modo de viver próprio que a distingue do conjunto e que, de certo modo, a põe à parte. Uma minoria não está necessariamente afastada ou isolada da sociedade nacional. É por isso que nem sempre se identifica com um grupo marginal e não é necessariamente objecto de segregação. Uma minoria constitui-se como colectividade ou comunidade particular na base da raça, da língua, da religião ou de um género de vida e de cultura muito diferentes do resto do país ou conjunto. Deste modo se criam ligações afectivas e afinidades que tendem a afastar este grupo do resto da população ainda que ele se encontre disperso”.[1]

 

Minoria também pode constituir a referência a categorias ou grupos que, pela sua posição sócio-político-económico-cultural, ocupam um lugar de destaque e de influência na sociedade, sendo aqui sinónimo de “elite”. Esta minoria-maioria (número vs poder) deverá ser enquadrada na perspectiva do poder institucionalizado de uma maioria. No, e para o presente caso, interessa-nos a minoria entendida na perspectiva não institucional, mas marginal, o que nos remete para a definição de Alain Birou.

 



[1] Dicionário de Ciências Sociais Alain Birou, Publ. D. Quixote, nº5, Lisboa 1982.



 

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